Grandes Homens da Luta!!! Parabéns!

Veja aqui a entrevista de Jel à Sic:
http://sic.sapo.pt/online/flash/playerSIC2009.swf?urlvideo=http://videos.sapo.pt/CsBvfzFgzWVr37gTIwdi/mov/1&Link=http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/NoticiasVida/2011/3/homens-da-luta-dao-entrevista-exclusiva-a-sic-no-primeiro-jornal07-03-2011-145519.htm&ztag=/sicembed/info/&hash=85474318-D4A0-4A48-BC3D-F3F2E4CED933&embed=true&autoplay=false

O povo é quem mais ordena…

Saudamos o poder do povo do Egipto!

Sua história continua exemplar.
Caiu a dtadura, a opressão, mas os poderes ocidentais não estão rejubilando!
Não viram o fundamentalismo a brotar, mas sim a sociedade se batendo pela justiça social e humana, e isto  preocupa-os…
Mubarak para Haia!
Sigam os próximos. Inchalah! 

Alcântara – escolas primárias (Jardim Stº Amaro e Raul Lino) a caminho da miseria…

COMUNICADO do Bloco de Esquerda na Assembleia de Freguesia de Alcântara, à população 

SABIA QUE:
* A comida que é servida às crianças no refeitório das escolas tem vindo a reduzir qualidade?
* A limpeza de 22 salas nas duas escolas é feita apenas por uma pessoa contratada pela Junta, mas só com 5 horas de trabalho diário, tornando impossível a limpeza?
* A área das TIC (Tecnologias de informação e comunicação), nas AEC continua sem professores nas duas escolas?
* Os livros de inglês foram entregues apenas no dia 28 de Janeiro?
* Nenhuma das Escolas tem acesso à internet?
* Não foram comprados os materiais solicitados desde o inicio do ano lectivo para as actividades de Música e de Actividades Físicas e Desportivas?
* Os professores das AEC assinaram o contrato em Outubro, mas a cópia do contrato só foi disponibilizada em Janeiro?
* Os monitores dos tempos livres (CAFs) ainda não têm contrato, e por isso os salários serão pagos de forma irregular?
1. Na Escola Raul Lino existem 23 Vidros partidos, que estão por substituir desde Setembro?
1.1. Os 5 lavatórios no WC principal estão sem torneiras e há várias sanitas sem funcionar?
2. Na Escola do jardim do Alto Santo Amaro cada sala tem pelo menos um estore avariado. Também à vários meses?
2.1. Três WC estão fechados e outros dois têm os autoclismos avariados?
22. O telheiro de abrigo das crianças tem muitas telhas partidas por onde a chuva corre?
E PORQUÊ?
Desde o dia 1 de Julho de 2010 que a Junta de Freguesia ficou com as seguintes competências nos dois Jardins-de-infância e Escolas do 1º Ciclo: pequenas reparações, Limpezas e coordenação e gestão das AECs e dos Tempos Livres (CAF) recebendo verbas significativas do Ministério da Educação e da CML para esse efeito;
NO ENTANTO…
* Desde 1 de Setembro que a Junta paga o salário a um coordenador das AEC e das CAF, que não cumpre o seu papel e como tal NÂO coordena estas actividades, sendo o seu tempo usado em outras funções, nomeadamente como assessor da senhora Presidente;
* Grande parte dos profissionais de educação das duas escolas estão descontentes com a forma como a Junta de Freguesia não tem cumprido com as suas responsabilidades
A situação é de tal forma preocupante que já deu lugar a uma reunião entre o Ministério da Educação, a Direcção do Agrupamento e a Junta de Freguesia, onde ficou decidida a realização uma monitorização (fiscalização) às Actividades de Enriquecimento Curricular (AECs), para já na Escola Raul Lino, nos dias 7 e 8 de Fevereiro.
PODEMOS CONSENTIR ESTA SITUAÇÃO? MANIFESTE A SUA INDIGNAÇÃO À JUNTA DE FREGUESIA, EXIGINDO QUE ESTA CUMPRA AS FUNÇÕES QUE LHE ESTÃO LEGALMENTE ACOMETIDAS E QUE ZELE E ACARINHE OS ESPA-ÇOS ONDE OS FILHOS MAIS NOVOS DA NOSSA FREGUESIA PASSAM A MAIOR PARTE DO DIA.
ALCÂNTARA

Aqui pode viver gente.

Era “enfaixar” toda  Alcântara!!
Colocar uma, bem grande, ao lado da Junta de Freguesia.
E, quiçá, uma outra no Hotel Pestana - pura  homenagem aos desabrigados
de hoje e do futuro – próximo!

Aqui pode viver gente!!

 

 

“Capitão” de Abril

Ao Major Vitor Alves                                                                                                              

 Fiz-me soldado em Abril
Não me conheces, pois não?
As honras que me couberam
Nunca mais envelheceram.
Moram na alma, onde estão.
Gritei vivas.  Bebi lágrimas
Na manhã de cravos mil.
Do cano das espingardas
Colhi flores, madrugadas:
Fiz-me soldado de Abril.
Não matei p’la liberdade.
Outros morreram por mim…
Fiz-me soldado de Abril,
Herói com alma em perfil,
Sem estátua nem jardim.
Fiz-me soldado em Abril
Do ano da pura idade.
E fui praça, soldadinho.
Gritei às armas do sonho
Pela  tua liberdade.
Sou o nome de  amanhã
Que em silêncio perfilado
Traz à história um sentido:
Porque eu, desconhecido,
Sou de Abril o teu soldado.

José Francisco Costa, Director do LusoCentro – Bristol Community College , Professor e Escritor Luso-Americano
(editado noutros blogues)

Pensar Alto

Pensar alto
Sim
às marrabentas
às danças rituais
que nas madrugadas
criam o frenesim
quando os tambores e as flautas entram a fanfarrar
fanfarrando até o vermelho da madrugada fazer o solo sangrar
em contraste com o verdurar das canções dos pássaros
sobre o já verduzido manto das mangueiras
dos cajueiros prenhes
para em Dezembro seus rebentos
dançarem como mulheres sensualíssimas
em cada ramo do cajual da minha terra
mas, sim ao orgasmo
das mafurreiras
repletas de chiricos
das rolas ciosas pela simbiose que só a natureza sabe oferecer
mas sim
ao som estridente do kulunguana
das donzelas no zig-zague dos ritos
quando as gazelas tão belas
não suportam mais quarenta graus à sombra dos canhueiros em flor
enquanto as oleiras das aldeias, desta grande aldeia Moçambique
amassam o barro dos rios
para o pote feito ser o depositário
de todo o íntimo desse Povo que se não cala disputando
ecoosamente com os tambores do meu ontem antigo 

Malangatana Valente Ngwenya  
                                                                                      

As mulheres de Cavaco | Daniel Oliveira | (www.expresso.pt) 27 de Dezembro de 2010

o debate com Defensor Moura, Cavaco Silva louvou as mulheres por cuidarem das crianças e tratarem do orçamento doméstico. Quando Cavaco fala é um País antigo que regressa.

No debate com Defensor Moura – em que o actual presidente, sem estar protegido por discursos escritos, demonstrou até onde pode ir a sua arrogância -, coube a Cavaco Silva o minuto final. Dedicou-o às mulheres, que nesta quadra festiva estão em destaque. Não fosse a virgem Maria modelo para todas as senhoras sérias e a família o centro das suas vidas. 

Ao falar às mulheres, Cavaco fez-lhes um elogio. Pela sua participação cívica na vida da comunidade? Não. Pelo papel crescente que vão tendo nas empresas, na Academia, na cultura, na política? Menos ainda. O elogio foi para as mães, esposas e donas de casa. Por cuidarem das crianças e fazerem milagres com o apertado orçamento familiar.

Quando Cavaco Silva fala o tempo anda para trás. Revela-se o líder paternal, que trata, com a serenidade dos homens ponderados, das coisas do Estado. Vigilante, protege-nos dos excessos. Nunca debate, porque o debate poderia dar a ideia de que ele navega nas águas sujas da polémica democrática. Ele é o consenso. Apesar de tudo o que sabemos, representa a honestidade no seu estado mais virginal. E para ser mais honesto do que ele qualquer um teria de nascer duas vezes e, supõe-se, duas vezes escolher Dias Loureiro como seu principal conselheiro político. A cada acusação responde sem resposta, porque ele está acima da crítica. A crítica a Cavaco é, ela própria, uma afronta à Pátria.

Mas o tempo volta para trás não apenas no olhar que tem de si próprio, mas no olhar que tem do País. Nesse País está, no centro de tudo, a família. E no centro da família está a mulher. Não a mulher que tem uma vida profissional relevante e é uma cidadã activa e empenhada. Mas a esposa e a mãe. É ela – quem mais? – que cuida dos filhos e gere as finanças domésticas.

Cavaco Silva não se engana. Esse país modesto e obediente – onde o chefe de família confia no líder que trata das finanças da Nação e na mulher ponderada que trata das finanças da casa – ainda existe. Ao lado de um outro, feito por uma geração que nasceu numa democracia cosmopolita. Onde os cidadãos têm sentido crítico e as mulheres têm vida fora do lar. Onde os homens também cumprem o seu papel nas coisas comezinhas da educação dos filhos e a gestão da economia doméstica também é obrigação sua. Onde os cidadãos não pocuram homens providenciais que os protejam do Mundo. O problema de Cavaco não é viver divorciado do País real. É haver uma parte desse país que lhe escapa.

Cavaco Silva recorda o que fomos: provincianos, medrosos, conservadores, ordeiros. E nós, como todos os povos, carregamos no que somos um pouco do nosso passado. O cavaquismo representa um Portugal que demora a dar-se por vencido. É o último estertor do nosso atraso. E o seu último minuto teve aquele cheiro insuportável a nefetalina. Aos mais velhos, que o reconhecem, dá segurança. Aos mais novos, a quem diz tão pouco, parece tão inofensivo como um avô vindo de outro tempo.

Há quem ache que Cavaco não é de direita. Engana-se. Cavaco é a única direita que realmente existe em Portugal: conservadora, tacanha, provinciana, caridosa e estatista. A outra, liberal, cosmopolita e tão pouco latina, se não se adaptar terá de esperar muito tempo pela sua vez. Passos Coelho, que representa tudo o que Cavaco despreza, irá descobri-lo muito mais cedo do que julga.

Cavaco, porque nos continuas a enganar?


Para esclarecer as dúvidas e os mal-entendidos….

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DE JORGE CASTRO HENRIQUES NO MERCADO DE ALCÂNTARA

1300 Lx resulta das deambulações fotográficas de um funcionário dos Correios durante o último Verão. Todos os dias saía do emprego de máquina na mão a vaguear pelas ruas, travessas, calçadas e pátios da Ajuda e de Alcântara ou, como ele diria, do código postal 1300. Fotografa espaços, pessoas e promenores que combina e recombina como as contas de umcaleidoscópio.

O Calvário d’Alcântara deseja um bom ano 2011 a todos!

Foto utilizada de Trilhar Lisboa

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” (Fernando Pessoa)

                                           (Foto FQ)  

Ateliers na Junta de Freguesia de S. José – INICIATIVA A SEGUIR!

É de louvar este género de iniciativas.
Aqui está um bom exemplo, de iniciativa e cidadania, que a Junta de Freguesia de Alcântara deveria seguir… e praticar também!

http://www.tvi.iol.pt/mediacenter.html?mul_id=13349728&load=1&pos=0

Grande reportagem! Os meus sinceros parabéns ao Colectivo Estranho assim como a todos os outros ateliers e especialmente à JF de S. José.

PS: Atenção, infelizmente há um anúncio da Seat antes da reportagem.

Assembleia de Freguesia Extraordinária – 25.11.2010

A Assembleia de Freguesia de Alcântara vai reunir-se em Sessão Extraordinária, hoje, dia 25 de Novembro, quinta-feira, pelas 21h30, na sede da Junta na Rua dos Lusíadas nº13.

Todos os cidadão podem e devem participar e a ordem de trabalhos é a seguinte:

1 -Proposta Nº 113/2010 – Delegação de competências da Câmara Municipal de Lisboa para a Junta de Freguesia;
2 – Proposta Nº 116/2010 – Delegação de competencias da Câmara Municipal de Lisboa para a Junta de Freguesia de Alcântara – Protocolo Componente de Apoio à Familia;
3- Proposta Nº 117/2010 – Contrato Programa – Actividades de Enriquecimento Curricular no 1º Ciclo do Ensino Básico;
4- Proposta Nº 118/2010 – 2ª revisão Orçamental 2010

PARTICIPA!

A coisa pública está muito reles – viva uma nova res pública!

 Ainda imbuída de algum espírito republicano – mas não se pense outra coisa, que não aquela espírito, entidade cativa no limbo vigilante da história, partilhando com outras almas fustigadas pelos governos dos homens que povoaram e se disseminaram neste solo pátrio, na usurpação constante dos viventes mais desprotegidos da boa ventura – ainda com a emoção distante de pertencer a esta res publica atordoada e a estiolar de desalento; prostrada pela incapacidade de pegar em “armas” contra esse inimigo que cada dia arremessa obuses cada vez mais mortais contra a vida da maioria de nós, gente despossuída de uma resistência que não aprendeu ao longo da história…
E numa espécie de redenção pessoal, daqui acometo com as palavras de um homem, que a seu tempo, ajudou seu povo a resistir.
Saúdo o revirar da República!

Naguib, pintor moçambicano (mural em Maputo) 

Orçamento Participativo  

   Um centro de saúde sendo implantado com auxílio do orçamentoparticipativo, em Belo Horizonte

Orçamento Participativo (OP) é um mecanismo governamental de democracia participativa que permite aos cidadãos influenciar ou decidir sobre os orçamentos públicos, geralmente o orçamento de investimentos de prefeituras municipais, através de processos da participação da comunidade. Esses processos costumam contar com assembléias abertas e periódicas e etapas de negociação direta com o governo. No Orçamento Participativo retira-se poder de uma elite burocrática repassando-o diretamente para a sociedade. Com isso a sociedade civil passa a ocupar espaços que antes lhe eram “furtados”. Muitas prefeituras adotaram a participação popular (…)
Com diferentes metodologias em cada município em que o OP é executado, suas assembléias costumam ser realizadas em sub-regiões municipais, bairros ou distritos, em discussões temáticas e/ou territoriais, elegendo também delegados que representarão um tema ou território nas negociações com o governo.
Esses delegados formam um Conselho anual que além de dialogar diretamente com os representantes da prefeitura sobre a viabilidade de executar as obras aprovadas nas assembléias, também irão propor reformas nas regras de funcionamento do programa e definirão as prioridades para os investimentos, de acordo com critérios técnicos de carência de serviço público em cada área do município.

Nascimento da ideia de orçamento participativo no Brasil

As experiências de gestão pública em que a participação popular recebeu tratamento privilegiado, especialmente no que se refere aos recursos públicos, e portanto aos orçamentos, no Brasil, começaram a desenvolver-se a partir da década de 1970. As experiências citadas na maioria das publicações e pesquisas sobre o tema como tendo sido as pioneiras são as da Prefeitura de Vila Velha no Espírito Santo e a de Lages, no Estado de  Santa Catarina, em que os prefeitos de então adotaram como estratégia de formulação orçamentária reuniões com a população, nos bairros, para ouvir diretamente dos interessados as suas necessidades.
Na década seguinte, dos anos 1980, o Brasil ingressou numa era chamada por diversos estudiosos de “participacionista”, porque a participação popular passou a se converter não apenas numa forma prática de exercer a política, mas em uma “utopia” ou “bandeira” política, em si mesma.(…)
(…) A  Constituição de 1988  incorporou o direito ao exercício direto da cidadania como um dos pressupostos do Estado Brasileiro, razão pela qual, são crescentes as inovações institucionais e legais tendo em vista ampliar o alcance da participação popular nas políticas públicas.

(de Wikipédia, a enciclopédia livre)

E você, já decide onde é que a câmara gasta dinheiro?

Por Sarah Adamopoulos, no PÚBLICO online.

Um Orçamento Participativo é um orçamento votado pelos cidadãos. Ou seja, um novo modelo de governação – a política do futuro? Uma realidade que, contudo, não chegou ainda à maioria dos cidadãos, que nem sonham que podem propor projectos de investimento para a sua cidade ou votar naqueles em que quiserem. Porquê? Porque são poucas as cidades que adoptaram este mecanismo, como Lisboa, onde até há pouco isto funcionava pela Internet. E, sobretudo, porque no caso dos lisboetas muitos não usam a Internet.

Leia este texto na integra clicando aqui.

Estamos de volta e cheios de energia!

Após umas longas férias para todos nós, estamos de volta às nossas acções. Vamos voltar à rua com a divulgação dos nossos projectos para o Orçamento Participativo da CML, cuja votação é já no próximo mês!

Regressamos de baterias carregadas e cheios de energia!

Gare Marítima de Alcântara – Paineis Almada Negreiros

Painel “Ó terra onde eu nasci”.

Painel “Quem não viu Lisboa não viu coisa boa”.

Painel “Quem não viu Lisboa não viu coisa boa”.
Autor dos 3 paineis: Almada Negreiros, 1893-1970.
Fotógrafo: Mário Novais, 1926?-1985.
Data aproximada das fotografias originais: 1943-1945.

Obrigado por nos ler!

Obrigado a todos os leitores e leitoras que ontem por aqui passaram (e a todos os outros que nos seguem), pois tivemos o maior pico de visitas, deste ano, ao nosso blog!

É muito gratificante e fortalece-nos as energias!

Assembleia de Freguesia de Alcântara – a (i)legalidade

A Assembleia de Freguesia deveria ser uma assembleia de fregueses. Não o é.
Uma assembleia de eleitos partidários, que concede uma bonificação de palavras sem retorno, aos fregueses que aparecerem, esperançados… Na democracia, na participação, na cidadania.
É isso. É o preceito. É a “legalidade”.
Nós, “calvário d´alcantara”, temos aparecido. Partilhamos as propostas (Moções) do eleito do BE (que apoiamos). Utilizamos o bónus de palavras, sugerindo, questionando sobre assuntos essenciais da Freguesia, mas não temos volta, as palavras embatem em “orelhas moucas”.
Mas, Moções. Vale a pena dizer, é rápido. As dezenas de Moções que consomem, até à exaustão, a assembleia e desconvocam os fregueses são uma invenção (legal) para estrangular propostas e evitar o debate sobre matérias reais da vida do cidadão.

Porém, vale a pena ir às Assembleias de Freguesia de Alcântara. São um cenário extraordinário e extra realista. Se não fosse, por vezes, triste, diríamos que era cómico. Bom, diremos, na mesma.
Elementos de algumas bancadas partidárias que adormecem, errando o alvo do voto; eleitos que abanam a mãozinha hesitante, pois não sabem o que e como votar; outros já perderam o recato porque o “assento” se perdeu na urna; a Matemática anda pelas ruas da amargura, os votos estão sempre a ser recontados…enfim, valha-nos Stº Amaro!

Mas o rasgo de inspiração delirante foi na última Assembleia.
Toda a gente sabe quo o período gracioso dos representantes já se esgotou, há bom tempo. O limbo encerrou.
Já é claro que a maioria não está ali para representar, apoiar os cidadãos e as cidadãs, naquilo em que estes/as carecem de ser representados e apoiados. Nas suas necessidades elementares: saúde, educação, inclusão social, cultura, património, etc.., no que a Freguesia executiva deve, pode e manifesta vontade de poder e dever fazer.
Não, o dever de responsabilidades sociais são coisas alheias, distantes… e os problemas graves da Freguesia “são coisas chatas… o cidadão que se queixe ao Estado!” – é o entusiamado e denotado retrato da alienação política, democrática, mais frequente nas bancadas PS, PSD, sejam estas ou outras, as palavras ou as cogitações.

A tirada  de rara inspiração chegava, àquela Assembleia, da intervenção rasgada de um novo representante do PS, aquando de uma Moção do BE sobre Educação. Moção/”proposta” que nós partilhamos e onde se sugere um debate alargada na comunidade, com vista a futura criação de um Fórum Educação Alcântara. Sobre o assunto, o novo deputado do PS, na Assembleia de Freguesia de Alcântara, rematou com presunção e sem pinta de pudor, que a coisa carecia de legalidade.
Ora aí está, a coisa carece de legalidade.
Para reflectir sobre Educação, com o apoio da autarquia e no entendimento do Partido “Socialista”, em Alcântara, é necessário haver uma base legal…O que é isto? Ninguém sabe, com certeza , do absurdo. Só o senhor do PS!
Mas, do PS, nem bom vento nem bom entendimento!
E lá aconteceu. Arregimentadas por este argumento assombroso, contra o progresso social, as bancadas PS e PSD rejeitaram a ousadia de se poder reflectir a educação, com a comunidade.
Quem sabe, da próxima, se se alvitrar um debate sobre como fazer negócio com a Educação, ou seja, como dar cabo dela, os vetustos deputados do povo alcantarense não estarão de braço no ar,  aprovando, firme, a empreendedora iniciativa – abarrotada de base legal!
Infernal!

Recorda-se: cidadãos e cidadãs de Alcântara, no velho “estado novo” se fossemos mais de 2 numa esquina, poderíamos ir parar à “choldra”. Não tínhamos legalidade!

A Pinhead vai de vento em popa!!!

Parabéns Rui, a Pinhead vai de vento em popa!!! Desta vez quem por aí passou foi a Le Cool. Espero que um dia voltes a abrir o atelier/loja aqui em Alcântara!

Hoje no Museu do Oriente, apresentação de NIRVANIX, o novo disco de PAULA SOUSA

Hoje às 22h no auditório do Museu do Oriente, Paula Sousa apresenta o seu novo disco, Nirvanix, que conta com a participação de músicos do jazz nacional como Afonso Pais, Luís Candeias, Demian Cabaud, João Paulo Esteves da Silva, Jorge Reis Sara Serpa e André Matos.

A pianista e compositora reúne numa formação standard do jazz contemporâneo, a irreverência do rock, com a universalidade da música clássica, dando-lhe um peculiar sabor português. O seu repertório de originais dá lugar a uma liberdade artística honesta, fora dos compromissos estéticos habituais. Uma reciclagem de som luso, que reformula o conceito de importação. Paula Sousa tem um histórico personalizado na música em Portugal tendo feito parte das Três Tristes Tigres e Repórter Estrábico, entre outros.

Co-produção: Fundação Oriente/seivabruta.org - Preço: € 10,00 (oferta CD+revista Jazz.pt)

Novo Hospital Pediátrico. Apoie e divulgue!

O Hospital de Dona Estefânia vai fechar. O Ministério da Saúde não quer que, em Lisboa, as Crianças tenham um Novo Hospital Pediátrico

No passado dia 29 de Junho, o plenário da Assembleia Municipal de Lisboa votou por unanimidade (PS incluído nessa votação!!!) uma moção em defesa de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa e preservação do património do actual Hospital de Dona Estefânia.

Tem de valer a pena continuar a sensibilizar os decisores para este problema que caiu sobre as crianças de Lisboa e do Sul do País. Também todos os Partidos da Assembleia da República estão a trabalhar para, mais uma vez, colocar a questão na discussão do Parlamento e nas suas comissões especializadas.

Apoie e divulgue esta causa. A causa das Crianças de Lisboa contra a teimosia do Ministério da Saúde!

Campanha pelo Hospital Dona Estefânia

Assembleia de Freguesia de Alcântara

É já amanhã, dia 30 de Junho, quarta-feira, pelas 21h00, na Sede da Junta de Freguesia de Alcântara, na Rua dos Lusíadas nº13, que se realiza a Assembleia de Freguesia de Alcântara. Estas assembleias iniciam-se com o período de intrevenção do público para assuntos de interesse da freguesia e pedidos de esclarecimento à Mesa.

PARTICIPA!

“Calvário d’Alcântara” acabadinho de vir da Festa…!

Estivemos na Romaria de Stº Amaro. Cumprimos a transgressão, a alegria… a que a vida também nos obriga.

Uma coisa nova?…quem é esse bizarro “calvário…”, que chegou a esta Romaria, não se sabe de onde?Assim se assarapantava o romeiro que ia mais pelas sardinhas e pelo encantamento das luzes, que pelo Santo… (?)

Acabou ficando por ali, também por nós. Este e outros…

Um vai e vem de gente curiosa, de gente que passava e voltava. Um ror de gente que quis saber quem éramos e ao que vínhamos.

Somos um extraordinário e singular grupo de pessoas de bem. Somos uma equipa que nasceu em torno de várias e solidárias causas cidadãs.

Durante duas noites festivas, ao som e ao cheiro da Romaria e acolhidos por uma bela lua cheia, exibimos com orgulho a nossa camisola amarela: “Calvário d’Alcantâra” quer ajudar a criar uma Academia das Artes!

Assim nos apresentámos aos romeiros de Stº Amaro.

Divulgando o Orçamento Participativo da CML, explicámos que é necessário votar neste projecto cultural – Academia das Artes d’Alcântara – que é preciso estar na rua, para abrir o caminho da participação cidadã.

Acumulámos energia, acrescentámos os nossos contactos… quantas pessoas sonhando com as artes, tantas outras se inscreveram para ajudar a torná-las democráticas, populares…reais.

Bem-haja, o “Calvário d’Alcantara” – a ideia, o conceito, as pessoas…!

Que Santo Amaro participe, que exultaremos com as gaitas galegas(*)

(*) Tradição desta Romaria